{"id":422,"date":"2018-03-05T13:26:35","date_gmt":"2018-03-05T16:26:35","guid":{"rendered":"https:\/\/centrootorrinodf.com.br\/?p=422"},"modified":"2018-03-05T13:26:35","modified_gmt":"2018-03-05T16:26:35","slug":"livro-alteracoes-auditivas-precoces-juvenis-mito-ou-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centrootorrinodf.com.br\/en\/livro-alteracoes-auditivas-precoces-juvenis-mito-ou-realidade\/","title":{"rendered":"Livro: Altera\u00e7\u00f5es Auditivas Precoces Juvenis. Mito ou realidade?"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Os jovens, principalmente os adolescentes, est\u00e3o cada vez mais\u00a0expostos a ru\u00eddos de alta intensidade&#8221;, \u00e9 o que diz a Val\u00e9ria Gomes, fonoaudi\u00f3loga do Ceol. Sobre o assunto, ela escreveu o livro Altera\u00e7\u00f5es Auditivas Precoces Juvenis. Mito ou realidade?, com co-autoria de Andr\u00e9 Luiz Lopes Sampaio. A obra vale a pena ser lida com aten\u00e7\u00e3o por quem tem interesse pela sa\u00fade dos adolescentes ou convive com eles.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"423\" data-permalink=\"https:\/\/centrootorrinodf.com.br\/en\/livro-alteracoes-auditivas-precoces-juvenis-mito-ou-realidade\/0426a5_b071f917fc5e40589dacda065e316fb2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/centrootorrinodf.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/0426a5_b071f917fc5e40589dacda065e316fb2.png\" data-orig-size=\"416,622\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"0426a5_b071f917fc5e40589dacda065e316fb2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/centrootorrinodf.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/0426a5_b071f917fc5e40589dacda065e316fb2-201x300.png\" data-large-file=\"https:\/\/centrootorrinodf.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/0426a5_b071f917fc5e40589dacda065e316fb2.png\" class=\"alignnone size-full wp-image-423\" src=\"https:\/\/centrootorrinodf.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/0426a5_b071f917fc5e40589dacda065e316fb2.png\" alt=\"\" width=\"416\" height=\"622\" srcset=\"https:\/\/centrootorrinodf.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/0426a5_b071f917fc5e40589dacda065e316fb2.png 416w, https:\/\/centrootorrinodf.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/0426a5_b071f917fc5e40589dacda065e316fb2-201x300.png 201w\" sizes=\"auto, (max-width: 416px) 100vw, 416px\" \/><\/p>\n<p>Segue o resumo do livro:<\/p>\n<p>Os jovens, principalmente os adolescentes, est\u00e3o cada vez mais expostos a ru\u00eddos de alta intensidade, entre eles se destaca a m\u00fasica. Determinados ambientes e mesmo os fones de ouvidos podem atingir n\u00edveis de press\u00e3o sonora elevados, capazes de lesionar o aparelho auditivo, mais precisamente as c\u00e9lulas do ouvido interno.<\/p>\n<p>O trabalho desenvolvido nesta pesquisa teve como objetivo investigar a preval\u00eancia de les\u00e3o dessas c\u00e9lulas em uma amostra de estudantes de uma escola privada do Distrito Federal utilizando os testes de emiss\u00f5es otoac\u00fasticas. Simultaneamente os indiv\u00edduos foram investigados sobre o uso de fones de ouvido e quanto \u00e0 frequ\u00eancia a lugares com m\u00fasica amplificada.<\/p>\n<p>Os resultados foram surpreendentes pois, observou-se que, a grande maioria dos participantes apresentaram altera\u00e7\u00f5es nos exames realizados. Do total de jovens que fizeram parte deste estudo, um n\u00famero significante (80%) apresentou sinais de comprometimento de c\u00e9lulas cocleares. Isso poderia indicar precocemente uma disfun\u00e7\u00e3o coclear e, pelo alto n\u00famero de participantes que relataram se expor \u00e0 m\u00fasica alta, h\u00e1 suspeita de que esse h\u00e1bito pode estar influenciando nessas altera\u00e7\u00f5es cocleares.<\/p>\n<p>A PAIR \u2013 perda Auditiva Induzida por Ru\u00eddo \u00e9 um problema invis\u00edvel, que pode estar sendo ignorado pela popula\u00e7\u00e3o jovem quando se trata da m\u00fasica de alta intensidade, e poderia ser erradicado com o apoio das escolas e de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A porcentagem de altera\u00e7\u00f5es auditivas entre jovens do ensino m\u00e9dio aumentou 2,8 vezes nas \u00faltimas d\u00e9cadas segundo estudo realizado nos Estados Unidos; j\u00e1 no Brasil, n\u00e3o h\u00e1 estudos que mostrem mudan\u00e7as nos limiares auditivos nesta popula\u00e7\u00e3o. Esse fato nos faz refletir sobre a necessidade de investir em estudos nessa \u00e1rea e de campanhas informativas. Os jovens deveriam ser informados sobre o risco para a audi\u00e7\u00e3o quando s\u00e3o submetidos \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a m\u00fasicas de alta intensidade, seja por meio do uso de fones ou em atividades de lazer que envolvam m\u00fasica alta.<\/p>\n<p>Poucos s\u00e3o os programas preventivos de perda auditiva consistentemente implementados em locais onde se concentra o maior n\u00fameros de adolescentes, como em escolas por exemplo. No Brasil, existem campanhas cujo objetivo \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade auditiva, como \u201cO Dia Internacional de Conscientiza\u00e7\u00e3o dos Efeitos do Ru\u00eddo\u201d e tamb\u00e9m o \u201cPasse Adiante Esta Ideia\u201d. Contudo, ainda n\u00e3o s\u00e3o suficientes para trabalhar a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o jovem.<\/p>\n<p>Uma sugest\u00e3o seria a de implementar programas que incentivem a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica amplificada desde a fase infantil. As escolas poderiam adotar para seus curr\u00edculos quest\u00f5es que abordassem h\u00e1bitos auditivos saud\u00e1veis, uso de protetores auditivos e os efeitos da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica de alta intensidade sobre a audi\u00e7\u00e3o, desde as s\u00e9ries mais iniciais. Tamb\u00e9m podem-se adotar formas de monitoramento auditivocom solicita\u00e7\u00f5es de exames peri\u00f3dicos anuais, como um trabalho de preven\u00e7\u00e3o da sa\u00fade auditiva e de melhoria da qualidade de vida desses jovens.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que os altos percentuais de exames negativos encontrados neste estudo seja devido \u00e1 alta percentagem de estudantes expostos a fones de ouvido e a m\u00fasica amplificada.<\/p>\n<p>Diante dos resultados encontrados nesta pesquisa, e partindo do princ\u00edpio que, problemas auditivos representam um s\u00e9rio obst\u00e1culo no processo de ensino-aprendizagem, nasce a preocupa\u00e7\u00e3o e desperta a necessidade de desenvolver um trabalho educativo e preventivo quanto a sa\u00fade auditiva para esse grupo de pessoas t\u00e3o jovens. O minist\u00e9rio da sa\u00fade em parceria com a minist\u00e9rio da educa\u00e7\u00e3o, criaram a campanha &#8220;Quem Ouve Bem, Aprende Melhor!&#8221;, institu\u00edda por meio da Portaria Interministerial MEC\/MS N\u00ba 1.487, de 15 de outubro de 1999, publicada no Di\u00e1rio Oficial N\u00ba 199-E, de 18 de outubro de 1999 que conta ainda com o apoio da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.<\/p>\n<p>Esta campanha se prop\u00f4s a desenvolver um programa de car\u00e1ter preventivo, com objetivo de identificar alunos com d\u00e9ficit na audi\u00e7\u00e3o e intervir com orienta\u00e7\u00f5es aos respons\u00e1veis e escola, seguido de acompanhamento para tratamento adequado. Por\u00e9m esta campanha foi lan\u00e7ada apenas para a rede de ensino p\u00fablico fundamental. Mas diante da problem\u00e1tica exposta neste trabalho, essa conduta poderia ser revista a fim de abranger todas as redes de ensino, n\u00e3o s\u00f3 p\u00fablica como tamb\u00e9m as redes de ensino privada, incluindo tamb\u00e9m o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Outra forma de trabalhar a preven\u00e7\u00e3o seria incluir na rotina m\u00e9dica, a solicita\u00e7\u00e3o de exames auditivos por pediatras e otorrinolaringologistas em clinicas e hospitais a fim de monitorar a sa\u00fade auditiva dessa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existe no Brasil\u00a0 o Programa Sa\u00fade na Escola, institu\u00eddo por meio do Decreto Presidencial n\u00ba 6.286, de 5 de dezembro de 2007, representando uma pol\u00edtica intersetorial e de integra\u00e7\u00e3o entre os Minist\u00e9rios da Sa\u00fade e da Educa\u00e7\u00e3o. Uma das a\u00e7\u00f5es citadas pelo Decreto n\u00ba 6.286\/2007 \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o da audi\u00e7\u00e3o, o que corresponde, no \u00e2mbito escolar, \u00e0 triagem auditiva. Essa a\u00e7\u00e3o, que deve ser desenvolvida por um fonoaudi\u00f3logo, representa uma estrat\u00e9gia relevante ao estudante, uma vez que altera\u00e7\u00f5es auditivas trazem consequ\u00eancias para o desenvolvimento global desse aluno, incluindo o processo de aprendizagem.<\/p>\n<p>\u00c9 por meio da avalia\u00e7\u00e3o audiol\u00f3gica que muitas desordens do sistema auditivo s\u00e3o encontradas. Nesse sentido v\u00ea-se a import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o da triagem auditiva nas escolas e check-up nas cl\u00ednicas e hospitais avaliando n\u00e3o s\u00f3 a crian\u00e7a, mas tamb\u00e9m o adolescente sem sintoma aparente. Pois, tais h\u00e1bitos de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica amplifica podem desenvolver altera\u00e7\u00f5es auditivas acarretando preju\u00edzos futuros.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o auditiva completa envolve exames que investigam a funcionalidade de toda a via auditiva, desde o processo de capta\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo sonoro at\u00e9 o seu registro no c\u00f3rtex cerebral.\u00a0 Para esta avalia\u00e7\u00e3o precisa, incluem audiometria, imitanciometria, emiss\u00f5es otoac\u00fasticas e potenciais auditivos (Bera). Dependendo dos resultados, outros exames como PAC \u2013 processamento auditivo central e potencial auditivo P-300 podem complementar o diagn\u00f3stico. Cada um desses exames tem aplica\u00e7\u00f5es relevantes na pr\u00e1tica cl\u00ednica audiol\u00f3gica e de otorrinolaringologistas.<\/p>\n<p>Sobre a autora: Val\u00e9ria Gomes da Silva \u00e9 mestre em Ci\u00eancias M\u00e9dicas, graduou-se em Fonoaudiologia pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s, realiza doutorado em Ci\u00eancias M\u00e9dicas dela UnB &#8211; Universidade de Bras\u00edlia. Atua na \u00e1rea de audiologia cl\u00ednica e exerce atividades acad\u00eamicas como docente no curso de Fonoudiologia da UNIPLAN \u2013 Centro Universit\u00e1rio Planalto do Distrito Federal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Os jovens, principalmente os adolescentes, est\u00e3o cada vez mais\u00a0expostos a ru\u00eddos de alta intensidade&#8221;, \u00e9 o que diz a Val\u00e9ria Gomes, fonoaudi\u00f3loga do Ceol. Sobre o assunto, ela escreveu o livro Altera\u00e7\u00f5es Auditivas Precoces Juvenis. 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